O Caminho de Ferro de Benguela (CFB) é a espinha dorsal do desenvolvimento económico do Huambo. Historicamente, a própria cidade do Huambo (antiga Nova Lisboa) foi projetada e expandida em torno das oficinas centrais do CFB, tornando-se o núcleo operacional da linha.
- Extensão e Conetividade: Com uma linha que atravessa Angola de oeste a leste, o CFB liga o Porto do Lobito (em Benguela) à cidade fronteiriça do Luau (no Moxico), estendendo-se até à República Democrática do Congo e à Zâmbia. Na província do Huambo, a linha cobre uma extensão transversal significativa, cruzando municípios chave como Ucuma, Longonjo, Caála, Huambo (sede) e Bailundo.
- O Corredor do Lobito: Atualmente, o CFB integra o megaprojeto internacional do Corredor do Lobito, operado pelo consórcio Lobito Atlantic Railway. Esta rota é prioritária para o escoamento rápido de minérios estratégicos do Copperbelt africano (cobre e cobalto da RDC) até ao Atlântico, gerando receitas e oportunidades de emprego técnico para as populações locais do Huambo.
- Serviço de Passageiros e Carga Local: A nível doméstico, o Caminho de Ferro de Benguela assegura ligações regulares essenciais para o mercado regional. Destacam-se os comboios de Longo Curso (com ligações Expresso e normais entre o Lobito, Huambo, Cuíto e Luena) e os comboios de mercadorias dedicados ao transporte de pequenas cargas, combustíveis e produtos agrícolas a partir das zonas rurais da província